Enchente destrói plantações e mobiliza ajuda humanitária a indígenas yanomami no Amazonas
Enchente destrói plantações e leva ajuda humanitária a indígenas no Amazonas Indígenas que habitam na comunidade Marauiá, dentro da Terra Indígena Yanom...
Enchente destrói plantações e leva ajuda humanitária a indígenas no Amazonas Indígenas que habitam na comunidade Marauiá, dentro da Terra Indígena Yanomami, no Amazonas, estão sofrendo com a inundação de suas plantações devido a cheia dos rios em Santa Isabel do Rio Negro, onde parte do território fica localizado. O município amazonense está, de acordo com a Defesa Civil do Estado, em situação de atenção para o fenômeno. 🔎 O Rio Mamirauá é uma afluente do Rio Negro que corta parte da T.I Yanomami e não tem os níveis monitorados pela Defesa Civil. Em um vídeo obtido pela Rede Amazônica, um dos indígenas da comunidade que conta com 3 mil habitantes, Elizeu Yanomami, relatou que a enchente do Rio Marauiá foi maior do que o esperado e causou a perda de roças onde eram cultivadas frutas. 📲 Participe do canal do g1 AM no WhatsApp “Neste ano, todos os povos que moram na comunidade falam que nunca aconteceu algo do tipo nesse rio. Ele encheu e foi alagando todas as roças. Perderam banana, manivas e outros tipos de fruta”. A comunidade do Marauiá é de difícil acesso. Para entrar ou sair do local, só há duas opções: viajar de barco pelo Rio Marauiá, enfrentando um trajeto tortuoso e com várias cachoeiras, ou ir de avião, que pousa em uma pista construída pela Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) e que apenas órgãos que atuam no território conseguem usar durante a maior parte do ano. Segundo Elizeu, em algumas áreas onde haviam plantações é impossível caminhar sem que a água cubra os joelhos. Amazonas deve registrar maior volume de chuva do Brasil na primeira semana de junho, diz Inmet Indígena fica com água até os joelhos em área onde havia plantação de frutas. Reprodução/Redes Sociais Ajuda humanitária De acordo com a Funai, 20 aldeias das 22 catalogadas na comunidade tiveram que receber cestas de alimentos. Por meio de nota, o órgão afirmou que realizou a entrega de 821 cestas de alimentos na região do Marauiá. As equipes que atuam no local estão realizando um levantamento detalhado sobre o número de indígenas afetados pela cheia na região. A Funai disse ainda que segue acompanhando a situação por meio da Coordenação Regional Rio Negro e das equipes locais, com ações de apoio às comunidades indígenas da região. A unidade regional informou que as entregas de cestas seguem em andamento em outras localidades, mas não informou quais. Cheia no Amazonas causa impactos, mas perde força Nesta terça-feira (3), a Defesa Civil informou que subiu para 18 o número de munícipios em emergência pela cheia no estado e mais de 186 mil pessoas estão sendo afetadas. Apesar dos prejuízos em algumas regiões do estado, a cheia dos rios no Amazonas já dá sinais de enfraquecimento e os níveis monitorados pelo Serviço Geológico do Brasil (SGB) devem permanecer abaixo da cota de inundação severa em 2026, segundo o órgão. O monitoramento considera os rios em Manaus, no Rio Negro; Manacapuru, no Rio Solimões; e Itacoatiara e Parintins, no Rio Amazonas. Segundo o órgão, os dados atuais já apontam início gradual da vazante em parte da bacia amazônica. De acordo com o gerente de Hidrologia do SGB, André Martinelli, os dados mostram que o processo de enchente está próximo do fim em parte da bacia amazônica. "Já há indícios de término do processo de enchente e início do processo de vazante", disse. Cestas básicas foram entregues para indígenas afetados pela cheia em comunidade no Amazonas. Divulgação/Funai Cheia do Rio Marauiá inundou plantações de indígenas em Santa Isabel do Rio Negro, no Amazonas. Reprodução/Redes Sociais